Histórias de Sucesso

 

Suzana Argachof Ribeiro | Estaca Curitiba Iguaçu.

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.                  Quando eu tinha 3 anos, meu pai resolveu abandonar completamente nossa família. Minha mãe conseguiu nos manter, criando a mim e minha irmã, com seu trabalho de costureira. Essa foi uma época muito dií­cil para ela, mas graças ao bom Pai Celeste, ela encontrou ânimo e alegria novamente ao conhecer a Igreja!

.                  Desde que aprendi a ler, ela costumava pedir que eu lesse as Liahonas para ela diariamente enquanto costurava. Foi assim que criei um grande amor pelo evangelho e pelo hábito da leitura. Posteriormente, descobri também que adorava escrever! Minha mãe sempre recebia e guarda até hoje, centenas de cartinhas e minilivros que eu gostava de criar para ela.

.                  Devido a nossa situação financeira, não pude frequentar a faculdade logo após o término do ensino médio como eu gostaria de ter feito, mas fiz alguns cursos profissionalizantes gratuitos e estudei inglês.

.                  Aos 20 anos, conheci meu marido no evento de Rededicação do Templo de São Paulo em 2004, nós fizemos parte do coral multiestacas, foi uma experiência maravilhosa! Nos casamos 5 meses mais tarde no Templo de Campinas, a cidade onde ele morava e onde nossas duas primeiras filhas nasceram.

.                  Logo após retornar de sua missão, meu marido deu iní­cio a sua formação (Engenharia da Computação) a qual pode concluir graças a ajuda do FPE! Nós nos casamos quando ele estava ainda no segundo ano da faculdade e optamos por não procrastinar a vinda dos filhos, confiando que o Senhor nos ajudaria a ter o necessário e progredir.

.                  Permaneci em casa com nossas filhas ao invés de procurar um emprego/carreira por acreditar que essa era a coisa mais importante para a qual eu poderia dedicar meu tempo naqueles anos. Foi uma época bem restrita materialmente e moramos vários anos em uma casa que era praticamente um porão com um só quarto e não tínhamos carro. Mas tínhamos tudo o que precisávamos, nossas filhas cresceram com saúde e muito amor e meu marido conseguiu aumentar sua capacidade de prover para a famí­lia assim que se formou.

.                  Mesmo depois da graduação, ele continuou se aperfeiçoando na área em que trabalhava, estudando vários manuais por conta própria e participando de cursos oferecidos pela empresa. Em 2009, ele recebeu uma excelente proposta de trabalho na cidade de Curitiba, que abençoou ainda mais nossa vida. Nossa terceira filha é a única curitibana da famí­lia até o momento!

.                  Eu finalmente pude frequentar a faculdade que tanto sonhava após nossa mudança para Curitiba. Escolhi o curso de Letras devido ao antigo gosto pela leitura e escrita, assim como pelo inglês que aprendi na juventude. Essa oportunidade de estudo foi um passo importante que ajudou a me tornar uma escritora.

.                  Quando comecei meu primeiro livro vários anos antes, enquanto ainda morávamos em Campinas, eu não tinha um computador. Na verdade, também não tinha nem mesmo um caderno! “O Elo forte – uma história contada por quatro gerações” foi escrito a mão, no verso das folhas de rascunho que meu marido trazia para casa, durante muitas horas de empenho,  ás vezes tarde da noite, depois de ter colocado as crianças para dormir. Hoje, posso escrever em um computador e até ver meus livros em formato digital, mas nunca me esqueço daquele começo, onde tudo era apenas um sonho distante!

.                  Em tudo que escrevo, procuro sempre transmitir mensagens e valores do evangelho, porque desejo compartilhar os princípios que tanto abençoaram minha vida. De certa forma, meu pai teve grande influência no iní­cio deste trabalho, pois o protagonista da história se debate justamente com o dilema de abandonar ou não sua família.

.                  Aprendi a tirar lições de tudo que acontece ou deixa de acontecer em nossa vida. Gosto de escrever essas lições para ajudar outras pessoas a alcançarem diferentes pontos de vistas sobre seus problemas.

.                  Sou extremamente grata ao Senhor e a estrutura de Sua Igreja que permitiu a uma menininha pobre sem pai se tornar uma esposa, mãe e escritora muito feliz e realizada. Os ensinamentos da Igreja fizeram uma diferença imensurável em nossa história. Quando o Presidente Hinckley disse que o “estudo é a chave do sucesso” e instituiu o FPE nós exercemos fé em suas palavras. Hoje já estamos colhendo os frutos dessa fé.

.                  Suzana Argachof Ribeiro.

.                  Serve atualmente como Presidente da Sociedade de Socorro da Estaca Curitiba Iguaçu e é colaboradora do site familia.com.br


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